No dia 31 de março as Delegações dos Ministérios da Saúde dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) reuniram-se em Luanda para aprovar as linhas gerais de um plano de ação global para o desenvolvimento dos Recursos Humanos em Saúde, em um projeto que tem o apoio financeiro de Comissão Européia e a assistência técnica da OMS.
A reunião foi presidida pela Vice-Ministra da Saúde de Angola, Dra. Evelize Frestas, que realçou o fato deste encontro constituir uma oportunidade para os PALOP reforçarem a sua cooperação regional para enfrentarem a escassez de recursos humanos qualificados e para definirem estratégias comuns para o seu desenvolvimento.
A reunião igualmente contou com a participação dos diretores de recursos humanos dos Ministérios da Saúde de Cabo-Verde, Guiné-Bissau, S. Tomé e Príncipe e de Angola,assim como o do Chefe de Delegação da Comissão Européia, o Representante da OMS, e os peritos destas instituições.
A agenda de trabalhos incluiu a aprovação do regulamento do Comitê de coordenação do projeto de apoio ao desenvolvimento de recursos humanos em saúde e a identificação de atividades prioritárias comuns.
Este encontro constitui mais um marco nos esforços realizados na região africana. Em 1988, os Ministros da Saúde da região aprovaram uma estratégia para o desenvolvimento dos recursos humanos para a Saúde na África, e em 2002, o Comitê Regional da OMS também aprovou uma Resolução em que convida os Países Membros a fazer do desenvolvimento dos seus recursos humanos uma prioridade, incluindo a redução da fuga de cérebros que leva os quadros mais capacitados a trabalharem fora dos seus Países.
No final do encontro, os participantes identificaram a melhoria da capacitação e gestão de recursos humanos nos cinco países, mais Timor Leste, assim como o reforço e melhoria da capacidade das instituições de formação em saúde como atividade prioritárias do seu plano global de ação. A melhoria dos sistemas de informação em recursos humanos e o fortalecimento da rede de bibliotecas e de mecanismos de difusão de informação em saúde foram outras das ações igualmente priorizadas.