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Tendências dos Cursos de Graduação em Medicina – 1989 à situação atual (2003) (ABRES 2004/Rede Unida 2005/III Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde 2005)
Tania França(1); Celia Regina Pierantoni(2) ; Thereza Christina Varella(3)
A dimensão estrutural de recursos humanos em saúde tem uma vertente caracterizada por aspectos relacionados com a disponibilidade de profissionais para o mercado de trabalho - formação e oferta. Este trabalho apresenta dados sobre a oferta de profissionais médicos, tece alguns comentários sobre a evolução da formação nos últimos anos, e levanta algumas reflexões sobre os desafios comuns colocados para o setor educativo e para oferta de serviços de saúde. Constitui-se como produto de uma das linhas de pesquisa da Estação de Trabalho do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro da Rede Observatório de Recursos Humanos em Saúde. Tal pesquisa vem sendo realizada, prioritariamente, a partir da construção de banco de dados relativo ao cadastro das Instituições de Ensino Superior (IES) e sobre cursos, vagas, e egressos de medicina do país. Tomando como referência à medicina discutiremos a oferta destes profissionais utilizando como categoria de análise: o número de cursos e vagas disponíveis, o de concluintes, a natureza jurídica e a dependência administrativa das IES. Entre outros, o estudo evidencia que o número de vagas para os cursos de graduação em medicina cresceu na ordem de 36,8%. No setor privado este crescimento foi de 86,1% e no público foi de apenas 2,2%. No período de 1995 a 2001, houve um aumento de 5,0% no número de egressos do curso de medicina. Observa-se que, no período, a participação do setor privado aumenta em torno de 20,3%. O setor público, até o período estudado, é o responsável pelo maior número de egressos. O crescimento de cursos de medicina no Brasil foi da ordem de 24,7% no período. O setor privado aumentou o número de cursos em 54,5% enquanto que o público 5,8%. Observa-se um expressivo aumento na participação do setor privado na oferta de cursos no período: em 1995 o setor privado era responsável por 39.0% dos cursos, já em 2001 passa para 48,0%.
Eixo temático: IV.6. Processo de formação e qualificação profissional.
Apresentação Oral.
(1) Estatística, Doutoranda do IMS/UERJ e Pesquisadora Associada do IMS/UERJ (2) Médica, Professora adjunta do Instituto de Medicina Social da UERJ (3) Enfermeira, Doutoranda do IMS/UERJ e Professora Assistente da Faculdade de Enfermagem da UERJ
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