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Mestrado Profissional do IMS/UERJ para os Gestores do SUS (Rede Unida 2005/III Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde 2005)
Celia Regina Pierantoni(1)
O Mestrado Profissional (MP) em Administração de Saúde do IMS/UERJ foi oferecido ao Ministério da Saúde (MS) na área de Gestão de Sistemas de Saúde no ano de 1999/2000. Esta área de concentração tem como meta a qualificação de gestores em saúde que, em uma perspectiva interdisciplinar, sejam capazes de formular ações de planejamento, gestão e avaliação de sistemas e serviços de saúde. O curso foi ministrado em cinco módulos, com duas disciplina em cada um, num total de dez disciplinas. Os módulos, com aulas em horários compatíveis com a manutenção das atividades profissionais dos alunos, tiveram uma duração de dois meses, integralizados em um período de doze meses. Dos alunos selecionados (28), um desistiu no início do curso e outro ao longo das disciplinas. No final do curso, esperava-se que os alunos fossem capazes de produzir um trabalho a partir dos perfis profissionais dos alunos e de um elenco de temas de interesse do próprio MS. Os temas apresentados nas dissertações de conclusão do MP podem ser agrupados em dois blocos: um, refletindo o registro e análise de questões relativas à implementação da política e seus aspectos normativos, o processo de descentralização, os avanços e dificuldades da capacidade gestora de níveis subnacionais, distribuição espacial e acesso da população ao sistema, limites e possibilidades de utilização mais abrangente de sistemas de informação vigentes; e outro, abordando temas relativos a avaliação de programas e implementação de políticas em áreas específicas. Ao final do curso foram aprovadas 22 dissertações. A experiência com essa modalidade de pós-graduação sinaliza que o desenvolvimento do Programa de MP em Administração de Saúde e na área de Saúde Coletiva representa um desafio constante para as instituições de ensino e de serviço que só poderá ser consolidado a partir de discussões e aprendizados mútuos. Exige audácia para o novo e o reconhecimento dos limites e possibilidades dos campos da educação e do trabalho tanto em aspectos da formação como nos da produção de conhecimento.
(1) Médica, Professora adjunta do Instituto de Medicina Social da UERJ
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