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A Expansão da Graduação de Enfermagem: Questões para Reflexão (Rede Unida 2006/ABEn 2006/ABRASCO 2007)
Thereza Christina Varella(1); Celia Regina Pierantoni(2); Karen Matsumoto(3); Ravini Fernandes(4)
Indubitavelmente, a qualificação do trabalho nas sociedades guarda relação com a possibilidade de acesso dos cidadãos ao sistema educativo. Ao enfermeiro, como em outras profissões da saúde, é exigido concluir um curso de graduação para ser considerado apto para o exercício profissional. Dados secundários, que configuram as condições da formação, apontam que vivemos uma situação de perplexidade com a crescente expansão de cursos e vagas de graduação para enfermeiros, especialmente pela rede privada de ensino. O acesso de estudantes à universidade, nos anos 80, comporta-se com um afunilamento crescente, mostrado pelo aumento da relação candidato/vaga em carreiras como medicina e odontologia. Na enfermagem, ao contrário, essa relação sofre uma redução e estabilização de candidatos para os cursos da área.O número de egressos de graduação de enfermagem em 1980 era de 3.139, e em 83 chega a 4.934, quando se inicia um declínio acentuado, alcançando em 1990 um quantitativo de 3.359 diplomados. A década de 90 registrou um aquecimento no sistema educativo da enfermagem, com uma expressiva expansão de cursos e de vagas para a graduação em enfermagem. Na primeira metade dessa década, predominavam cursos de instituições públicas Em 2000, há uma inversão, 59,01% dos cursos e 78,6% das vagas oferecidas são em instituições de natureza privada A tendência observada na década de noventa se intensifica nos anos 2000 e entre o início dos anos 90 e 2004 o crescimento acumulado de vagas de enfermagem foi de 843,7%. Este crescimento terá como corolário uma duplicação do número atual de enfermeiros no mercado de trabalho nos próximos dois anos. O que terá motivado tal expansão? Como estes enfermeiros estão sendo formados? Que mecanismos estão sendo adotados para garantir a qualidade dos enfermeiros graduados? Que conseqüências poderão ser presumidas para o futuro do mercado de trabalho da categoria?
(1) Enfermeira, Doutoranda do IMS/UERJ e Professora Assistente da Faculdade de Enfermagem da UERJ (2) Médica, Professora adjunta do Instituto de Medicina Social da UERJ (3) Aluna da Graduação de Enfermagem da UERJ, bolsistas de pesquisa Estação de Trabalho IMS/UERJ (4) Aluna da Graduação de Enfermagem da UERJ, bolsistas de pesquisa Estação de Trabalho IMS/UERJ
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